
capa: Douglas Silva
Já está na rede a mais nova edição da Etcetera. É o vigésimo quarto número de uma parada que começou lá em 2001.
Lembro ainda quando eu, minha companheira Adriana, e minha amiga Marici, recém-saídos de uma pós em literatura contemporânea, havíamos decidido que o negócio não deveria parar por ali. Levei um protótipo do que seria a revista, com toda aquela estética de ser uma revista de banca de jornal na internet, para o Douglas, marido da Marici. Ele abriu o disquete (sim, somos do tempo do disquete!) e disse: Pô, mas cadê a revista? Aí o cara criou todo o conceito visual e de navegação que a gente, depois de muitos anos, vem sempre tentando aprimorar, mas mantém até hoje, com aquele velho espírito fanzineiro, de ser uma revista de banca de jornal na internet. Eu particularmente adoro bancas de jornal. Sou viciado. Talvez até no mesmo nível que o vício de tomar café com leite e pão com manteiga (sem ser na chapa!) em padaria. Tá legal, modernetes de plantão, dou a mão a palmatória e assumo, com certo orgulho diga-se, o lado anacrônico da Etcetera.
Desta vez a edição atrasou alguns dias e não longos meses, como já havia acontecido. Agora será assim: peridiocidade regular! Implantamos a partir deste número um sistema de busca e um cadastro de e-mail. Criamos um blogue. Tá legal, modernetes de plantão, novamente dou a mão a palmatória, todo esse tempo para inserir programações básicas de um site na Etcetera? É que não somos um site, somos uma revista de banca de jornal que, não por mero acaso, está na internet. Pode chamar a Etcetera de anacrônica, mas nosso foco principal, nossa maior curtição, não são as ferramentas que dispomos na rede, mas sim o lance da edição. As ferramentas são importantes, mas não é o principal.
Então vamos direto ao que interessa: neste número, tem entrevista com Paulo Barnabé, o homem por trás da Patife Band. Sem dúvida uma das bandas essenciais do cenário musical brasileiro. Estréia do Download Dramaturgia, projeto que visa publicar textos de teatro em forma de livro em PDF. Em primeira mão, duas peças e entrevista com o dramaturgo Sergio Mello. Já o desenhista Paulo Stocker mostra esboços de uma cidade repleta de poesia, até mesmo em sua cinzenta deselegância. Nosso colunista de cinema, Marcelo Ikeda, fala sobre a nova geração de realizadores de Fortaleza, trazendo à tona um cinema feito com grande liberdade formal e diversidade estilística. Celso Paraguaçu, que já havia participado em edições anteriores, inaugura sua coluna na Etcetera. Em Crônico Cronista deste número, narra as desventuras causadas por um elefante no meio do trânsito de São Paulo. Pra finalizar, [sub], nosso encarte eletrônico em formato de e-zine.
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